sexta-feira, outubro 27, 2006

Yohanna Buba


Antes de mais, urge explicar que Yohanna Buba já merecia um post antes do Beira-Mar X Sporting de 27.10.06.

Posto isto, vamos iniciar mais uma verborreia desnecessária e pretensiosa sobre mais um profissional do esférico:

Em tempos idos, já nos debruçámos por diversas vezes sobre o que completa a essência de um cromo. Ou seja, o que torna de facto, um acariciador da redondinha comum num cromo? Várias respostas surgiram, umas piores, outras ainda piores. Porém, olhando para o defesa central dos indomáveis canarinhos da lusa Veneza, cedo chegamos à conclusão de que estamos na presença da grandiosidade em forma de um insuspeito corpo humano.

Escurinho como as hipóteses de manutenção da squadra-catenaccio-powered avense do maquiavélico Professor Neca, desajeitadinho como o barbeiro que Paulo Bento partilha com Pipi (Já agora,belo apodo.Pipi.Muito másculo.Boa.) Romagnoli, alto e desengonçado como o ex-Jardel Light/actual anónimo funcionário da Exponor Vinha, e com um nome capaz de rivalizar com o ex-feirense Bento do Ó (A sério...quem é que se chama Buba?Mas quem, catano?E porquê?!?), Yohanna está, como muitos outros, a um bigode da imortalidade.

Porém, e como o gajo realmente é tão pretinho que o bigode não se iria ver de qualquer forma, Bubigol decidiu estampar o seu nome na t-shirt da imortalidade de outra maneira: Decidiu ser a versão Séc.XXI de Ivo Damas. Estranhamente o Sporting de Lisboa volta a estar ligado ao caso, mas doutro prisma. Tão ou mais desagradável que o anterior. Isto por muito desagradável que seja ter o Ivo "Meteorito" Damas no plantel, claro.

sexta-feira, outubro 13, 2006

À Beira-Mar há Cromos para vender e para dar



Bravo e pegajoso defesa, os imberbes esboços de ataque dos opositores esbarravam nesta torre de betão. O hercúleo bastião defensivo era todo um ícone 80's fashion que estudou pela mais actualizada e completa enciclopédia de ridículos enfeites capilares, contrastando com o seu sóbrio e compenetrado moustache sul-americano.

terça-feira, outubro 10, 2006

No comments












Depois de Borges em Dezembro de 2004 e Figo e Peixe em Abril de 2006, eis que Tonel nos proporciona mais um post em jeito de momento Euronews...

o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ah fadista!


"Isidoro Rodrigues. De árbitro a cantor.
Gravou em 2003 um CD nos Estúdios Produsom Viseu com 12 temas - título “MEMÓRIAS” e “MIX MEMÓRIAS”, em 2004 edita novo trabalho “LAÇOS DE AMOR”. Actualmente está a gravar o seu terceiro álbum." (in www.artistas-espectaculos.com)

Isidoro, se nos estás a ler, aceita o nosso apelo e dá-nos cantigas com a mesma qualidade que as que criaste em campo...



sexta-feira, outubro 06, 2006

Bip Bip


"Com muita paciência o rapaz me ofereceu
Um carro todo velho que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac consertava eu usava
O Calhambeque bip bip
Quero buzinar o Calhambeque.
Saí da oficina um pouquinho desolado
Confesso que estava até um pouco envergonhado
Olhando para o lado com a cara de malvado
O Calhambeque bip bip"

quinta-feira, outubro 05, 2006

Sexo,Drogas e Rock 'n' Roll


Cláudio era um homem de paixões. Um homem de obcessões. Latino-americano de sangue quente, amigo íntimo de D10s, o qual tratava por "tu", Cláudio era também um indivíduo misterioso, resguardado por trás de um sorriso Milton Mendiano.

Vamos por partes. Atribulada estrela do esférico intra-planetário, deixa-se comprar por uma marca de leite italiana, quando o que ele verdadeiramente gostava era da farinha colombiana. Essa marca de leite, inspirada pela alva Lisboa do início da década de 90, decide transformar determinado clube que solta uma determinada ave de rapina no relvado num entreposto comercial. Uma glorificada lata de leite condensado, se assim quisermos.

Ora bem, qualquer lata de leite condensado precisa de um rótulo. Que melhor rótulo que um sul-americano ex-baixista dos Bon Jovi que joga à bola, de cabelo rebelde e amigo pessoal do Senhor Lá de Cima que jogou cá em baixo?

-"O Miguel Ângelo dos Delfins!", respondeis vós. Mas não. Outra tentativa.
-"O Eládio Clímaco!", respondeis vós. Mas não. Outra tentativa.
-"Buturovic?...", respondeis vós. OK, tendes razão. Mas o escolhido neste caso foi mesmo Cláudio Caniggia.

Portanto, na impossibilidade de negociar o talentoso Buturovic, a certa e determinada marca de leite decidiu apostar no argentino como porta-estandarte da sua leitosa bandeira. Arrivado à capital do Império Luso, o genial avançado prometia fazer miséria nas linh...perdão...DENTRO das quatro linhas e na noit...perdão...NAS grandes noites europeias da Luz.

Cláudio de facto deixou a sua marca, mas foi nas pernas de Emílio Peixe, esse anjo caído do esférico. De resto, teve várias noites de glória,pintadas a pinceladas de génio e pura inspiração. Não foram é necessariamente num estádio de futebol.

Mas lá que deixou saudades, deixou. Os Bon Jovi nunca voltaram a ter um baixista assim.

Fat_ih

Confirma-se.

Tal como o caro Fitzx tinha adiantado em primeira mão, comparável só com a rapidez com que Postigol se coloca em posição irregular, Fat_ih (para os amigos) deixou crescer o seu 'mustache' em homenagem a Agatão. Perguntam-se, porquê Agatão???
Simples. Porque Veloso não podia e a par dele só Agatão tinha disponibilidade para comparecer fora-de-horas no Dragão com o seu bloco de notas, possuindo ensinamentos da velha-guarda na arte do cruzamento a meia altura.

sábado, setembro 30, 2006

Supra Poll Final - Cromus Majerus 2006

Nos idos de 1984, anunciámos aqui no blog a criação de uma Poll tão grande que Khadim se sentiria um mero Rui Borges em comparação com a dita cuja. O seu nome seria
Supra Poll Final, e todo o Mundo da Bola se curvaria perante a sua magnitude.
Porém, demoramos tanto tempo a dar-lhe andamento, que a sua evolução caiu num esquecimento proporcional à carreira de Paulo Vida.

Mas aqui, agora, e pela porta do cavalo...os resultados (clickar para os mirar) da
Supra Poll Final serão revelados.
Para quem não se lembra das regras, anexamos um petit refresheur de memoire:

" (...) a Sra Nova Poll, destinada a eleger o Cromo Major da época que agora finda,
irá ser dividida em três frentes - três. (...)

Teremos assim a "Preliminarus Poll Fronha Agressiva" para os maiores cromos
em termos de fronha agressiva, a "Preliminarus Poll Nominalus" para nomes
inolvidáveis, e a "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" para premiar
o magnifico desempenho em campo.

Os três - sublinho, três - (repetição/hommage a João "Papagaio" Malheiro)
primeiros de cada Preliminarus Poll irão disputar a Supra Poll Final para eleição
de Cromus Majerus 2006 em conjunto, que obviamente, terá nove elementos por
onde escolher."

Pois bem, após centenas de votos desperdiçados (perdão - realizados), estes são os
artistas escolhidos pelo Povo da Bola:

"Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus"

  1. Beto
  2. Sonkaya
  3. Moretto
"Preliminarus Poll Nominalus"

  1. Sidraílson
  2. Maxi Bevacqua
  3. Diogo Furlan
"Preliminarus Poll Fronha Agressiva"

  1. Armando "Le Petit" Teixeira
  2. Sá Pinto
  3. Milhazes
Bem ou mal escolhidos, tiveram mais do que tempo para alterar o cruel destino. Para os contestatários, é tempo de ir buscar a bola ao fundo das redes.
Estes são os felizes contemplados para a disputa do cobiçado título

Cromus Majerus 2006.
Estes são os testemunhos do passado e poetas do futuro.

Agora a bola está do vosso lado. É um livre directo e vocês são José Barroso.

Bancada ou um subtil beijo ás desamparadas malhas?
Só o tempo o dirá.


domingo, setembro 24, 2006

Uma mão cheia de cromos

Apesar dessa estirpe conhecida à boca cheia como "cromos da bola" (não confundir com site medíocre) ser um recurso praticamente inesgotável, por vezes um hiato faz bem à saúde, para além de ajudar a fazer render o peixe.

Ora cá estamos nós de volta(e porque falamos de peixe), qual Filipe Vieira a irromper por um estúdio de televisão adentro.

Mas não é de orelhas ou bigodes que falamos hoje. É de perfume. Odores agradáveis de bola pinchona sobre um relvado maroto e de joviais pontapés na mesma.

M'Jid era um pimpolho vindo de terras do além-mar, que muito prezava tratar o esférico por "tu". Essa íntima relação foi desenvolvida com passeios românticos pelas margens do Tejo rio, em Belém lusa. O romance até que tinha um je ne sais quoi de satisfatório: o esférico não se queixava do seu trato, e o marroquino não se queixava do cheiro a couro. Mas M'Jid não estava satisfeito. A sua paz interior estava sendo perturbada por uma sombra gigantesca. Uma sombra que eventualmente lhe roubaria o lugar ao sol: Youssef Fertout. Por muito açucarado que um passe de M'Jid fosse ou por muito acintoso que fosse um seu balázio em direcção às redes, nas bancadas azuis ecoava constantemente um jocoso "Este tipo nem é mau, mas o outro mouro até era melhor!"
O amigo Jid tinha tudo para brilhar, mas a sombra era grande demais.

Outro marroquino cirandava pelas ruas de Lisboa sem tapetes nem flores. O seu nome era Abdelilah Saber, e a única marca que deixou no nosso futebol foi uma punchline jeitosa:
Quim -"Sabes que o Sporting joga sempre com 10?"
Zé -"Ai é, jovem? Ora por que camandro?"
Quim -"Porque o saber não ocupa lugar."

Alheio a punchlines,até porque provavelmente não saberá o que a palavra significa, está o nosso veterano de eleição. Vítor Manuel, o estratega. Um clássico da nossa liga, que pontifica presentemente no Aves do genial Professor Neca, agindo como uma extensão do braço do Professor em campo. Outro que está a um bigode de distância da imortalidade.

Míner era parte integrante da armada espanhola flaviense de final de século, que incluia mitos hercúleos como Baston e José Maria Aznar. OK, este último não, mas deu para ficarem com uma ideia. Míner era como Toniño e Dani Diaz ou álbuns novos dos Xutos: nem bom, nem mau, antes pelo contrário.

Finalizamos com um homem que não está habituado a ficar para o fim: Carlos Costa.
Auto-denominado "O HOMEM DOS GRANDES GOLOS", este vetusto-polivalente defesa-central-lateral-trinco-medio-ofensivo-box-to-box-
-extremo-avançado-ponta-de-lança fez as delícias do povo português durante anos a fio, sem olhar para trás. Um facto desconhecido do grande público é que o próprio pediu para ter como última morada o Panteão Nacional, juntamente com outras figuras históricas de Portugal (mais ou menos relevantes que o sr.Costa). Juntamente com esse evento, Carlos Costa sugeriu que o dia do seu aniversário fosse declarado feriado nacional e denominado "Dia dos Grandes Golos". A resposta do Exmo.Presidente da República ainda não foi tornada pública.

terça-feira, setembro 19, 2006

Quem é quem?











Alguém se lembra dele?
Ou melhor... Alguém se conseguiu esquecer dele?

terça-feira, setembro 05, 2006

Duarte & Companhia



Qual casacão de couro e cinturela
afivelada do Pintinho à Clint Eastwood…
Qual gravata do Paulinho à Coco Chanel ilustrando em campo o seu toque de bola aveludado…
Qual gravata do Vitinho, roubada em pleno túnel das Antas ao mister Jorge Jesus no fim dum mítico jogo, enquanto o mesmo mandava uma pequena ‘esvaziadela’ no poste mais próximo, ainda como treinador-adjunto do Caxias…
Mas serão melhores os fatinhos de tonalidade dúbia do Ruizinho e de ‘Paul Couto McGrath ’?

Em tudo, uma geração de ouro.

sábado, julho 01, 2006

Afinal havia outra


Aqui está o outro bonézinho da moda, um José Mota vintage 2000.

Um outdoor publicitário com duas pernas. Pernas essas, marcadas pelos anos de duras e enlameadas batalhas no batatal de Paços de Ferreira.

Só falta o "COACH" do homem do garrafão.

segunda-feira, junho 26, 2006

E já que de mitos tratamos...

Outro achado. Encontrar isto é o mesmo que ouvir ecos das exibições de José Calado no Poli Ejido.

Provavelmente o mais mítico boné da história do futebol luso, superando por pouco o afirmativo boné "COACH" de Álvaro Garrafão Magalhães e o laranjinha "Plus" de José Mota, o Franz Beckenbauer da Mata Real.

Salvé boné.

Mais uma dissertação, por Mr. Bungle

Chega o Verão e as estradas a caminho da praia enchem, tal como as bancadas do saudoso S. Luís dos tempos de ribalta - vamos ao Algarve.

De Faro sempre chegaram lufadas de ar fresco no que concerne à cromologia. Sobejamente conhecidos os méritos de Paixão, de personalidade escarrapachada no nome; de Hassan, a enorme referência no ataque, com ou sem Ramadão, assim como de Hajry, mais atrás no campo; ou de Pereirinha da escovinha, de Jorge "Judas" Soares, da lenda King; ou ainda de Pitico, espécimen de velocidade felina - iria depois fixar-se no Algarve e consta que ainda faz miséria em peladinhas de praia.

Na retaguarda desta linha de generais, um pelotão de bravos cromos ousou a sua própria sorte em determinados momentos da história recente da sempre conturbada colectividade que era o Sporting Clube Farense. Os exemplos seguem-se.

Foi quase um par romântico da altura, lembramo-nos bem: a relação Paixão - Miguel Serôdio. Uma marca indelével na defesa algarvia, estes dois rapazes. Falava-se em Paixão e logo se acrescentava: Miguel Serôdio, como se de um par de cerejas se tratasse. A justaposição de dois seres num só. Uma sociedade perfeita.

Serôdio, no entanto, sempre foi mais conservador do que Paixão, impetuoso índio algarvio, perfil esquerdista emprestado da América Latina. Isso trouxe problemas a Serôdio, mais preocupado com questões práticas da vida - ele deixava o cabelo crescer desgrenhadamente e a pêra por aparar apenas para colocar a bola fora do S. Luís ou, pelo menos, parar o jogador adversário com uma violenta placagem. Serôdio mandava as bolas para o quintal enquanto Paixão definia como alvo a 6ª cadeira a contar da esquerda da última fila das bancadas; Serôdio batia onde podia, Paixão gritava com o árbitro após cirúrgica entrada ao joelho; Serôdio esgotava-se no campo, Paixão pirateava cassettes e arrotava junto do plantel nos balneários, para risota geral. Por isso, Serôdio acabou por ficar um pouco ofuscado em relação a Paixão, com augúrios por confirmar na plenitude. Ainda assim, esteve numa fase bonita da vida do Farense - tendo mais sorte do que, por exemplo, o espanhol Fernando Porto.

Nas laterais, Eugénio e Raul Barbosa. Era tormentoso para Eugénio encontrar portentos de força pela frente, do género de um Vinha ou Serifo; mesmo o mais desajeitado dos altos avançados, Miguel Barros, autêntica curiosidade futebolística, causava dificuldades a Eugénio. Tudo porque Eugénio estabilizou a sua altura nos iniciados e tudo para ele era gigantesco, hercúleo. Raul Barbosa, cabelo louro à surfista, passeava os caracóis no relvado e deixava a arte futebolística na gaveta, junto ao pente e aos óculos escuros.

Raul Iglésias, na baliza, não sendo como Julio a cantar, até se dava melhor com microfones do que entre os postes, onde a sua longilínea figura não escondia a dificuldade em captar bolas matreiras. Também passaram por lá um rugoso Peter Rufai e um Lemajic no início da sua epopeia frango-lusitana, que dispensam mais comentários.

Na zona central do campo, houve o Ademar em final de carreira, como o ex-FCP Quim; Hugo, jovem promessa de singelo nome e pequena estatura, cujo futuro se revelou ainda mais medíocre que um livre directo do alentejano Paulo Banha Torres (de preferência, se este último estivesse ainda com aquele estilo de cabelo a que se convencionou chamar "mullet"), e um gordito Paulo Pilar, estilo baixista de hard-rock anos 80, a ocupar o campo como podia. Só para não falar do Punisic, Besirovic, Helcinho, Carlos Costa (beijou os calcanhares da imortalidade), Tozé, João Oliveira Pinto e Sérgio Duarte, que tantas tardes de prazer proporcionaram às bancadas do S. Luís, com as superiores cheias, os South Side Boys a incentivar e a música do clube a debitar no equipamento de som.

A marcar golos, ou quase isso, foi difícil atingir o nível patenteado por Hassan. Fernando Cruz, nos derradeiros raios de sol da moda do bigode, Moussa N'Daw, nome lindo numa cara não tão bela, e o persistente, alto e terrivelmente desengonçado Djukic bem tentaram. Talvez Curcic tenha chegado a patamares mais próximos de Hassan, com a sua figura de jugoslavo convertido em alemão de leste a infernizar as redes adversárias defendidas por guardiões do calibre de José Nuno Amaro (se este fenómeno tivesse a sorte de jogar). Curcic, porém, cedo preferiu outras areias que combinassem bem com o dourado dos seus caracóis e foi cheio de esperanças para o Estoril, depois de Belém, onde encontrou Mladenov em final de carreira e juntos beberam umas imperiais perto da Marginal.

Uma palavra para o "mijter" Paco Fortes, o mais algarvio dos catalães, que com uma inebriante personalidade briguenta, mola no banco, gritos descontrolados, braços cruzados com vigor inaudito e bigode resistente a quase todas as promessas, escreveu as mais lindas páginas da instituição farense, as suficientes para votar ao esquecimento quem lhe seguiu, um ou outro treinador ou dirigente espanhol - alguém se lembra do nome deles? O Farense morreu; viva o Farense!

by Mr. "O trinco que não complica" Bungle

O Gentleman das Alturas

Após umas férias prolongadas do blog, ao jeito da relação Hélder Postiga/golo, pedimos perdão aos nossos leitores,tal como JVP após V7go. Com a mesma simplicidade, com sinusite mais ligeira, sem o mesmo teor de vergonha extrema, mas com o maxilar mais direito.

Porém, regressamos em força. Em força e com força. Para tal, fizemos um verdadeiro achado. Algo verdadeiramente fora do comum. Do fundo do baú, onde também nos deparámos com uma camisola do Benfica que dizia - não...gritava! - "Rushfeldt 9". Mesmo ao lado da "Luzhny 3". Não querendo banalizar o tema fundo do baú, vamos a isto:

Quando se fala de guarda-redes carecas, muitos de vocês pensarão em Fabien Barthez, esse magnífico cromo das épocas nos vermelhos de Manchester, carinhosamente conhecido no estádio onde outrora um jovem trinco chamado Costa defrontou Eric Cantona, como "palhaço". Simples, mas representativo das suas performances "Massimo Taibianas".

Outros de vós, contudo, pensarão quiçá em Andrzej Wozniak, orgulhoso portador do "look" contabilista, ao qual só faltava uma pastinha de couro na mão para completar o bigodinho cuidado e a vetusta careca. Contabilista, passe o trocadilho foleiro, que punha de facto os adeptos Portistas a fazerem contas á vida.


Ora bem, postos de lado estes dois postais, friso aquela que nesta altura já é a escolha mais que óbvia. Falo do mitológico mito de Acque Flaviae. The Master of Disaster. El Presunto Implicado. O Careca Voador. O Coveiro de Esperanças. O "B" da Besta. O Luvas de Pelica. O Gentleman das Alturas. Aqui está ele, o homem que era tão educado que convidava cada e toda a bola a anichar-se no fundo das suas redes, o SENHOR Baston.

domingo, maio 28, 2006

Seis dedos de uma mão disfuncional

Vinagre é um condimento indispensável para uma alimentação correcta e saborosa. Pena é não ser um condimento apreciado numa defesa que aspira a ser algo mais que medíocre. Regar um muro defensivo a Vinagre é uma certidão de óbito para o batimento cardíaco de qualquer Mijter que se preze.
Com Vinagre, o mel sabe a fel.

Constantino fazia gala de um nome sui generis e um talento sobrenatural para fazer mossa na chapa contrária. Mítico avançado da colectividade abençoada pela Petrogal, salpicava terrenos que só os grandes podem pisar com velocidade de ponta e faro para o golo.
Constantino era pequenino, mas a muitos torceu o pepino.

Rodolfo era um cepo centrocampista que não era bom a atacar, nem a defender, antes pelo contrário.
Parte do mítico pack Amadora-Antas que levou o extremíssimo extremo Paulo Ferreira à Invicta passar férias, Rodolfo assumiu-se como um excelente motivo para os grandes repensarem toda a sua política de contratações durante anos. Ou então não. Mas deveria ter sido. O ponto alto da sua carreira foi quando Rubens Jr e Cajú chamaram a atenção do restante plantel Dragão que Rodolfo era parecido com um jovem Carlos Barroca sem barba. Finalmente sob as luzes da ribalta.
Actualmente estará provavelmente acampado à porta do Estádio da Luz desde o momento em que Fernando Santos decidiu arruinar mais uma época em Lisboa. Procurando mais um tacho, Rodolfo parece ter motivos para sorrir. E Paulo Ferreira já esfrega as mãos de contente.

Passamos agora do terço ao garrafão e falamos de mais uma personagem marcante da bola lusitana. Luís Carlos fez garbo do seu pé esquerdo para espalhar beleza e esplendor em campo, e da mão esquerda para segurar a garrafa de tintol, cujo conteúdo escorregava tão bem pela sua garganta. Provavelmente um dos piores jogadores de sempre a alinhar pelas Quinas, (olá, Skoda!) Luís Carlos destacava-se mais pelo seu ar de papalvo do que propriamente por algo do positivo que tenha alguma vez feito. Numa carreira recheada de altos e baixos, nada ficou mais recheado aquando da sua passagem pelos clubes que lhe deram guarida do que a conta do bar dos mesmos. E para o Luís do Garrafão nada nada nada??

Milovanovic chegou ao Berço da Nação com estatuto de estrela, e cedo confirmou as suas credenciais. Um estratega por referência, Milo servia senhores do nível de David Paas e Riva com colher de ouro. Porém, o problema não era a colher, era mesmo o que esta continha. Paas e Riva desesperavam com tanta parra e pouca uva. Fazendo gala da sua fronha de agente da Gestapo de fama nazi, Milo tentava impôr-se através da sua feiura, visto o futebol amiúde não chegar. Mas até aí foi curto e a bola fez-lhe vistas grossas. Milo, foste grande, apesar de tudo.

Martin, o Pringle, foi dos jogadores mais hilariantes da longa história da bola lusitana. Alto, desajeitado, com a técnica de um central e QI inferior ao número de pontos do Penafiel na Liga 05/06, este ex-carteiro sueco nunca conseguiu levar as cartas ao seu destino, ficando-se apenas por mostrar ao mundo o grande postal que era. Destacado pela imprensa desportiva de Lisboa como a resposta benfiquista ao portista Mário Jardel, revelou-se antes a resposta dos mesmos a Ronald Baroni. O ocasional golo não deu para disfarçar o facto que o clube lisboeta tinha finalmente encontrado um jogador que fosse tão mau no ataque como Jorge Soares era na defesa, contribuindo assim para o equilíbrio do plantel.

quarta-feira, maio 24, 2006

Uma dissertação, por Mr. Bungle.

Este brilhante post foi-nos gentilmente endossado por mail, qual passe de 30m - hino ao kick'n' rush - de Kimmel para a cabeça incisiva de Reinaldo. Disfrutem.

Hoje apetece-me dar um salto ao Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, refúgio sagrado dos tigres da costa verde. Sim, o Sp. Espinho, cuja prestigiosa infra-estrutura desportiva, com um nome assim tão pomposo (um abraço à claque "Desnorteados": eles deviam saber do que falavam), antes era um humilde Campo da Avenida. Uma mutação social deveras ambiciosa: parece que tentaram passar das esquinas da "Avenida", qual prostituta enfezada, para os domínios da aristocracia, em jeito de "Comendador" opulento. Enfim, um caso notório de "mais olhos que Barriga".

E é precisamente sobre Barriga e os seus companheiros que gostaria de perder algumas linhas. Quem não se lembra deste valoroso lateral-esquerdo? Podia ser um Perna musculado, um Braço forte, ou mesmo um Testa lisinho... mas não, era um Barriga. Julgo que em homenagem aos fiscais-de-linha e árbitros que pululavam nos arcaicos estádios portugueses dos finais dos anos 80, a maioria deles baixinhos, carecas, bigodudos e todos com a sua orgulhosa Barriga. Barriga, jogador, era também uma delícia para os comentadores desportivos, que, após mais um corte in-extremis pela linha de fundo, faziam questão de explorar a sonoridade singular de seu nome: "...e Barrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriga a chutar para onde estava virado!"

Já vi que este Sporting de Espinho foi, em tempos, centro de atenções neste blog. Falou-se de Vítor Couto, guarda-redes arrumador. E de Silvino, guarda-redes saltador? Pequenito Silvino, homónimo e contemporâneo do Silvino-pareço-tão-bem-vestido-de-verde-Louro do Benfica, com os seus saltos mortais para o vazio onde a bola já passara, fez-me acreditar que eu, com 10 anos, poderia ser também guarda-redes titular na I Divisão. A defesa central, um pilar destacava-se acima dos demais. N'Kongolo era o seu nome. Zairense de gema, como se pode detectar pelo nome. A ironia de ter o golo no nome e raramente marcar algum. Já evitar que alguém marcasse na sua baliza era bom... Esteve no FC Porto, como podia ter estado no Ferroviário de Maxaquene.

Não muito tempo depois, houve alguém que quis sobressair às custas do seu nome na defensiva da costa verde: Slagalo. Por pouco tempo; o seu potencial seria definitivamente descoberto alguns quilómetros mais a norte, no Varzim. No meio campo residia a força desta equipa. Atrás, a fechar a torneira ofensiva dos adversários, Pingo dizia que "não" com um sorriso nos lábios. Depois, Pingo lançava doces passes em profundidade para o ataque, onde pontificava José Albano, aura de imortal sob o bigode descuidado.

José Albano marcava golos com desdém, mas marcava muito, um verdadeiro abono de família. Aquelas chuteiras, invariavelmente pretas, mereciam o dourado da consagração. Quando o Espinho marcava, Albano marcava. Quando Albano não marcava, Espinho desesperava. E desesperou bastante. A sua linha criativa de meio campo, embora dotada tecnicamente e veloz, artistas que podiam igualmente dar-se bem no areal das praias da região, denotava uma confrangedora inépcia finalizadora, às vezes disfarçada num ou noutro livre de Aziz, o organizador ofensivo marroquino. Exemplos claros são Rubens Feijão e Zezé Gomes, génios da bola de costas voltadas para a baliza, em amuos duradouros que custaram muitos pontos aos tigres. Ivan, brasileiro com cara de mau a fazer jus ao temível imperador russo, ainda deu um ar da sua graça enquanto os tigres corriam os campos, alguns ainda pelados, da II Divisão.

Depois, a pressão da I Divisão, o bafo de balneários como os do Adelino Ribeiro Novo, ou os do Abel Alves de Figueiredo, foram demais para ele. Aliás, estes tigres apenas recuperariam um pouco quando aterrou no Comendador Manuel Oliveira Violas Chico Faria, veterano de outras batalhas, fiel à barba, e não ao bigode, adepto do cabelo curto e não de revolucionárias guedelhas. Chico Faria era polémico por isso e sabia-o. Dinis achava-o prepotente, Manuel Correia considerava-o um sonhador sem futuro. Apenas Everton, o Ranger dos Barreiros, o compreendia. Às críticas, Chico Faria respondia com golos. Muitos golos que quase ajudaram os "Desnorteados" a esquecer José Albano. Mas não foi suficiente para, em 1993, evitarem a descida dos comandados de Quinito, ele próprio o único grande aliado de Chico Faria no plantel.

Assim, esfumado que foi esse tempo não muito áureo, mas que ainda faz com que se escape uma lagrimazinha ao olho, restaram poucos mais ilustres. Talvez um Besirovic em final de carreira, o esdrúxulo Artur Jorge Vicente, raro cabo-verdiano de três nomes, ou um Duka a proteger a promessa Sérgio Leite nas redes, treinados por Francisco Barão, homem de sobrancelhas carregadas e que ainda hoje conserva um digno bigode esbranquiçado que vai resistindo aos tempos. Quanto aos "Desnorteados", não sei se seguiram o caminho dos "Ultra Fama Boys", os famalicenses aguerridos, ou dos "Elcharro Boys", os delinquentes do Estoril: a obscuridade total.

- Por Bungle, esse zagueiro canhoto do tapete verde.-

quarta-feira, maio 17, 2006

A Experiência


Hoje tive uma notícia de manhã.

Essa notícia, qual boa nova em forma de livre de folha seca pelos pés de António Formoso, abalou o meu Mundo.

O modesto quase-suplente do Nacional da Madeira, responsável por uma miríade de ataques cardíacos no Grande Porto - e um pouco por todo o País - no final do milénio passado, foi escolhido pelo Mijter Sem Bigode para integrar o seu milionário plantel.

Este senhor com "Ç" grande foi responsável por momentos plenos de potencial cromífluo, como um Maia 3-FCP 4, que enviou um jovem de nome Ivo Damas para o estrelato, com a altruísta oferta de um hattrick. Do veloz Ivo "El Meteorito" Damas e o seu mítico, porém subvalorizado teor cromulifante, falaremos num post mais tarde. Este post é dedicado ao voador de São Pedro da Cova e a sua contratação por parte do clube mais abastado da esfera.

Tal é a surpresa, que nos debruçámos sobre possíveis situações similares:

-Rui Rio substitui George W. Bush na presidência dos EUA.
-Pearl Jam abrem para Delfins.
-Pedro Barbosa campeão Olímpico dos 100m.
-José Cid ocupa posto de Bono nos U2.
-João Malheiro eleito pivot principal da CNN.
-Armando "Le Petit" eleito um dos 10 homens mais sensuais do Mundo pela revista "GQ".

Porém, nenhumas destas situações tomaram lugar. A de Hilário, segundo a imprensa, está na calha. O que nos leva à questão: PORQUÊ?!?!?!!?

Ora bem, como somos amigos do povo da bola, pensámos em várias hipóteses:

-Mijter Mourinho está farto de ganhar e quer variar.
-Gaspar Ramos é o novo Director Desportivo do Chelsea.
-Como diziam que o Chelsea era boring, o Mijter decidiu adicionar comédia à mestria táctica.
-A ordem era para adquirir o guardião da SELECÇÃO Nacional, e não do MADEIRA Nacional.
-Hilário está a pensar em deixar crescer bigode.

Como somos gente céptica, calejada pelas inúmeras marés e de tez queimada pelo sol de várias primaveras, não acreditamos muito no que acabamos de dizer. Porém, quando navegávamos no digníssimo site do Nacional madeirense, descobrimos a razão(expressa na foto anexa):

- Hilário tem 130 anos de idade. Logo, é notável a forma física do dito cujo, que ao que parece tem uma centena de anos de experiência, que lhe permitiu disputar uma final da Taça dos Campeões Europeus com o Benfica e um ou dois campeonatos com a CUF. A todos os títulos avassaladora a elasticidade deste centenário keeper, que se destaca por ser o único jogador actual que assistiu à segunda fase da Revolução Industrial.

Não se pode comprar experiência? Agora pode.
Mijter Mourinho não dorme em serviço. Mesmo sem bigode.

domingo, maio 14, 2006

Should I stay or should I go?

"Darling you gotta let me know
Should I stay or should I go?
If you say that you are mine
I’ll be here ’til the end of time
So you got to let know
Should I stay or should I go?
(...)
This indecision’s bugging me
If you don’t want me, set me free
Exactly who’m I’m supposed to be
Don’t you know which clothes even fit me?
Come on and let me know
Should I cool it or should I blow?"

"Should I Stay ou Should I Go", The Clash


P.S.:Faz-te útil e pratica no Scolari o acto que tão bem practicaste no outro. Vais ver que chovem propostas. E boa sorte para a Sra.Poll...mas julgando pela foto, é tudo mérito e nada de sorte.

sexta-feira, maio 12, 2006

A Festaroll da Poll

Malta da bola, é dia de festarola!

Após 369 votos, anunciamos com um sorriso nos lábios (pois temos dois,ao contrário do Armando Le Petit, que perdeu o superior na guerra da Coreia) que já temos ala canhota.

Quem, perguntam vocês de forma sagaz e pertinente?

Pois bem, ao contrário do que vários lobbies quiseram impôr por via cromíflua da periodização táctica, não é o Bolinhas. Nem o Luís Carlos, outro fan-favourite.

Contrariamente às sondagens, e superando todas as expectativas, Formoso provou que há sede de broncos entre os adeptos da bola. E como Petits não há por aí aos pontapés(a não ser que seja no corpo dos oponentes - abaixo do couro cabeludo é canela), o ex-Braga arrasou com Kmet, o fantasma das gélidas estepes pamposas argentino-ucranianas.

A completar o pódio ficou António Folha,o Richard Gere português, considerado o melhor jogador do Mundo nos treinos à porta fechada em anos consecutivos - 1997 e 1998. Só Nuno Maria Amélia o ameaça, com média apreciável e algo Karoglanesca de 6 golos por peladinha, segundo relata obcessiva e orgulhosamente o jornal "A Bola".

Ao mesmo tempo que endereço um sentido Bem Haja aos participantes da Sra Velha Poll, comunico que a Sra Nova Poll, destinada a eleger o Cromo Major da época que agora finda, irá ser dividida em três frentes - três.

(espaço para rejubilo...)

(espaço para lágrimas de felicidade...)

Teremos assim a "Preliminarus Poll Fronha Agressiva" para os maiores cromos em termos de fronha agressiva, a "Preliminarus Poll Nominalus" para nomes inolvidáveis, e a "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" para premiar o magnifico desempenho em campo.

Os três - sublinho, três - (repetição/hommage a João "Papagaio" Malheiro) primeiros de cada Preliminarus Poll irão disputar a Supra Poll Final para eleição de Cromus Majerus 2006 em conjunto, que obviamente, terá nove elementos por onde escolher.

Disfrutem.

Post Scriptum: Por vezes as categorias confundem-se. Reparem como Armando "Le Petit" está na categoria "Fronha Agressiva", mas obviamente poderia estar nas outras duas também. Penso mesmo ser esta a marca de um GRANDE Cromo.

domingo, maio 07, 2006

Términus Ligus

Pessoal da Bola.

Com o términus da competição, queremos fazer uma Poll relativa ao jogador mais cromo da mesma. O vencedor será recambiado para o banco da equipa que estamos a formar.
Para tal, peço-vos alguns nomes para encher a Sra.Poll.
Deixo aqui alguns:
- Sonkaya,B.Alves,Moretto,Beto(slb),Mallo Diallo,Armando "Le Petit",Cafú,Carlitos (slb,setúbal),Sufrim,Geromel,Flávio Meireles,Koke,Antonio Franja,Gallardo(vsc),Hélder Rosário,Robélio,Zé Rui,Éder(União),Idalécio,Milhazes,João Pereira,Oravec,Juliano Spadaccio,Khadim,Juninho Petrolina,Kelly,Marco Ferreira,Niquinha,Otacílio.

P.S.:Terão mais dois dias para deslindar esse novelo de paixão e nulidade que é a Poll em curso.Votem nos vossos ídolos.Com o coração, mas sempre com a cabeça no sítio.

sexta-feira, maio 05, 2006

Quem será - Resposta: DUAH


Aqui está, o Duah!
Campeão no Líbano em 2004/05, com 5 golos marcados.
Internacional pelo Gana, com boa performances entre 2001 e 2003.

Pelo nome, pode bem ser primo do Bento Do Ó..

quinta-feira, maio 04, 2006

Quem será?

Meus caros bloggers, meus caros navegadores lusitanos destes relvados à beira mar plantados.. deixo aqui parte do Curriculum de um jogador.. e deixo tambéma pergunta.. QUEM SERÁ?
Só posso adiantar que .. jogou várias vezes bem, e outras mais ou menos.. mas podia ter tido mais sucesso.
Deixo à vossa disposição os Comentários, com as respectivas apostas.. e em breve divulgarei e "postarei" o belo cromo.

Passem bem.. tal como o Folha fazia pelo Neves


EPOCACLUBEJOGOSGOLOS

92-93

Torino

93-94

Standard Liège

94-95

Adanademirspor

95-96

Eskisehirspor

18

0

96-97

Maiorca

12

0

97-98

U.Leiria

18

11

98-99

U.Leiria

24

5

99-00

U.Leiria

34

7



Já agora, deixo a importante pista de que não é o Luís Vouzela!

sábado, abril 29, 2006

Salada de Frutas

Salam Sow, o mago africano.
Pleno de pujança, força e tranças, este 10 guineense chegou a Belém, terra onde Jesus nasceu, cheio de promessa.
Mas promessa não paga dívida, e o bom do Salam ficou em dívida para com os adeptos que gostam de bom futebol. Pois de boas intenções está o inferno cheio.

Ricardo, o Carvalho, tinha um caniche em cima da cabeça, nos tempos da colectividade de Leça da Palmeira. Essa pequena deficiência capilar foi quiçá incentivada pelo anafado Jefferson, jogador que não deixou saudades, mas deixou concerteza um belo rasto de azeite.

Velli Kassoumov, um ponta de lança de reputação, chegou a Setúbal com o golo no coração. Porém, o coração sozinho já não chegava, pois o seu joelho o do Esmantorras imitava. Velli era azeri, mas a sua saúde já não morava aqui.

João Manuel Pinto. Este senhor formava uma aliança com o salgueirista Marcos Severo, que tinha o intuito de manter o espírito de Eric "Eurico" Cantona vivo nas jornadas lusas. Porém, dizia-se à boca pequena que afinal as usuais golinhas levantadas não eram senão uma forma de impedir que o gel escorresse do cabelo para a camisola.
Com golinha ou sem ela, o outro dos outros Joões Pintos tinha a capacidade de fazer rir as bancadas pela sua forma peculiar de interpretar esse belo e didáctico jogo a que chamamos futebol. Por outras palavras, o tipo era uma nódoa.
Depois de deixar a sua marca na Invicta cidade como ponta de lança nas horas vagas, este vagabundo do rectângulo rumou a Sul para criar uma inolvidável dupla de nódoas centrais com "O Rim" Argel e formar uma "clique" de frequentadores de tascas com Fernando Aguiar e Pesaresi. Tudo isto na inolvidável época de 2001/02 para os lados da Luz, que viu emergir do nada dois sucessores de Amál...perdão, Eusébio: Pepa e Mawete Júnior, a dupla ofensiva do Dream Team/Benfica Europeu de início de Século.

Finalizando com fogo de artifício técnico-táctico, vou abrir-vos o meu coração torturado pelas vicissitudes da vida e dizer-vos com toda a frontalidade que o Rui Campos só está aqui, porque tem uma expressão de derrotado da vida de sobremaneira depressiva. Para além disso, (tal como o Emanuel do sempre pujante e vitaminado Académico de Viseu no posto anterior) o homem parece ter no mínimo idade para ser pai de metade do plantel da equipa que com galhardia representa.

É assim a vida. Mais curta que comprida.

Sinais do tempo

Emanuel.
Viseu.
26 anos.

26 anos,perguntam vocês???VINTE E SEIS?

Pois é.Sinais do tempo.

Estamos no Século XXI, em que os jogadores se pavoneiam pelos relvados com caras de putos e adornos mil. Mas nem sempre foi assim...um artista da bola com esta fronha nos tempos que correm, seria imediatamente catalogado de trintão. Mas tinha 26 anos apenas, era um jovem cheio de sonhos, ideais, e bigode rançoso com resíduos de sopa do almoço e bejeca do jantar.

26 anos?Para todos os que acreditam que Esmantorras tem menos de 32.

terça-feira, abril 25, 2006

domingo, abril 16, 2006

Conquistas de Pólvora Seca



Ah, o Vitória. Um clube que tão garbosamente tenta escapar à descida de divisão com cromos do calibre de Hélder Cabral, o "Roberto Carlos africano" Paíto, Manoel "é com O e não com U", e Flávio "Traumatismo" Meireles.

Os tempos mudam. Na década passada morava na cidade berço uma linha avançada capaz de olhar olhos-nos-olhos os maiores da Europa (menos o FCP, pois não é fácil olhar o Rui Barros nos olhos). Cromos atrás de cromos, atrás de cromos. Golos atrás de golos.

Numa perspectiva puramente saudosista, não é fácil ver a quantidade e qualidade de arietes que povoavam as sempre aguerridas hostes minhotas. A saudade bate à porta.
Toc,Toc. Quem é?Golo.

Palavras pesarosamente proferidas quando relacionadas com o Jardel de papel, Gilmar. Um homem de área. Um goleador. Um Vinha com menos cabeça e mais pés. Um Miran com mais pés e menos cabeça. Barrar molho na tosta não era uma questão para este brasileiro. Sempre no sítio certo à hora certa, Gilmar não sabia falhar. Sim, é verdade que durante 85 minutos por jogo não era mais do que um cepo, um jacarandá plantado sem eira nem beira numa qualquer grande área. Porém, o seu nome era sinónimo de golo.

Ao mesmo tempo, o seu companheiro de ataque, Edinho, era sinónimo de bolo. Com "b", nem mais. O anafado executante era um mestre à mesa.Vencedor do "31st Annual North Carolina Hot-Dog Eating Contest" em 1994, Edinho fazia questão de mostrar porque fazia parte de um plantel de futebol profissional apesar dos seus 114kg. Qual era a razão? Era um óptimo leitmotiv para trocadilhos para os jornais. Qualquer golo da sua parte era uma verdadeira panaceia pasquinense:
-"Com o (D)Edinho do brasileiro"
-"Dedinho de Edinho na Vitória do Guimarães"
O mais ridículo nesta situação é que não estou a gozar. Lembro-me disto. Sério. De qualquer forma, Edinho, apesar de ser um pipo, um indivíduo com o tecido adiposo muito desenvolvido, salpicava o sal no futebol. E ao fim e ao cabo, é isso que interessa.

Armando é conhecido entre nós por ser o último jogador branco da 1ª Liga a ser portador de um bigode. Um bigode simples, um pouco envergonhado. A roçar o buço extra-desenvolvido, mas um bigode honesto.E por isso te agradecemos, Armando.

Esta gente partilhava o sector mais avançado com outros três portentos. Começamos por Makalamba Katanga. Não sei se era bom. Não sei se era rápido. Não sei se era incisivo. Não sei se tinha técnica. Não sei se tinha faro para o golo. Não sei se tinha visão de jogo. Mas sei que era feio que doía. Um sério concorrente a título de jogador mais feio de sempre do fútbol luso, ameaçando a posição quasi-confortável de Armando Teixeira, Le Petit.

Toniño era mais um perfeito exemplar da uniforme Armada Espanhola que foi semeada no nosso futebol nos anos 90. Normalmente contrabandeados para Portugal através da fronteira flaviense, estes hermanos tinham todos características similares. Fossem eles Toniños, Gorkas, Dani Diaz, Bastons, Sabous ou Toñitos, pareciam tirados do mesmo molde. Á excepção de Baston, claro, pelo simples motivo que era guardião. Mas não me sentiria bem se não escrevesse o nome dele aqui. Aliás, já ia em 15 dias sem escrever o nome dele no blog. O meu psiquiatra recomendou que chegasse aos 43 dias. Aproveito para lhe pedir desculpa.
Voltando à vaca fria, esta Armada Espanhola padecia toda do mesmo mal. Aliás, um mal que parece assolar os espanhóis em geral. Muita parra e pouca uva. Corriam, espalhavam o seu gel pelo campo, mostravam os seus pelos do peito e eram substituídos por volta dos 74 minutos de jogo. Por alguma coisa o Desportivo flaviense desceu e por lá ficou.

Sobra Ricardo Lopes. Algo a que ele sempre esteve habituado. Sempre relegado para segundo plano, este tecnicista era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. O homem dos grandes golos. O António Folha em potência. Arriscava ser um CD de José Cid, mas nunca passou de uma K7 pirata de Graciano Saga. Mas também o Graciano é um artista, não é verdade?

Volta sempre, Vitória.


sábado, abril 08, 2006

Lombardo de Barcelos assenta arraiais no meio-campo


Lombardo de Barcelos.

Classe. Visão de jogo. Carisma. Calvície.

Seja bem vindo.

a surpresa que não chegou a ser

Vitória absolutamente retumbante do calvo estratega Cacioli.

Destruiu qualquer hipótese que Abdel-Ghany e Serifo pudessem ter em chegar ao título apetecido de maior cromo do meio campo criativo.

Na minha singela opinião,a verdadeira surpresa desta POLL, prende-se com o facto de J'aime Cerqueira, o homem que apenas dispõe de uma sobrancelha para dois olhos,ter ficado abaixo da linha d'água.

segunda-feira, abril 03, 2006

POLL Canhota já no ar

Já temos a poll para o povo disfrutar.

Iremos divulgar os não-surpreendentes resultados da POLL 10/BOX-TO-BOX com brevidade típica de quem é breve e sagaz.

Votem conscientemente, com a mão no coração, mas com a cabeça no relvado.

Bem hajam e saúde a rodos.

sábado, abril 01, 2006

Por cada Pelé, há um Lamptey

Destinado a ser o maior jogador de todos os tempos, acabou sendo um dos maiores falhados de sempre.

Esta é a trágica história do repentista Nii Lamptey.

Corriam os idos de 1991. O grunge dominava a rádio e a TV, ainda havia uma quota mínima de 30% de bigode frondoso por cada plantel de futebol, e Yulian e Spassov chegavam no seu Fiat 127 a Paços de Ferreira.

Porém, à parte de tudo isto, o Mundo assistia incrédulo (como se tratasse de um passe em profundidade de Oceano ou de um hattrick de Missé-Missé) ao Campeonato do Mundo para imberbes jovens sub-17. Entre uma pleíade de futuras estrelas, como o homem das suíças renascentistas Del Piero e o estratega careca e Napoleão do tapete verde, Verón, brilhava o Bola de Ouro: Nii Odartey Lamptey de seu nome.

Ao lado do outro futuro portento leiriense Emmanuel Duah, Nii fazia miséria nas defesas adversárias com a sua criatividade, velocidade e visão de jogo. Duah afirma também que Lamptey era para além disso tudo, bom a fazer a cama.

Após a explosão do bom do Nii com apenas 15 anos de idade, o Rei Pelé (ele próprio considerado um antecessor de Gil Baiano) sentiu-se na obrigação de declará-lo como o seu sucessor natural. Talvez, mas só no que respeita à facilidade com que ambos eram capazes de montar um Cubo de Rubik em apenas 120 segundos.

Porém, o Anderlecht não sabia disso, e raptou-o (estória verídica) para a Bélgica, onde o prodígio ganês assinou contrato. Os belgas devem ter ouvido falar do rapto do homem dos tremoços, Eusébio (ele próprio considerado um antecessor de Pepa), sabiamente executado pelos lisboetas vermelhos aos lisboetas verdes. Parece que deu resultado.

Com 16 anos, no Anderlecht, molhou a sopa por 7 vezes em 14 jogos, confirmando as palavras de Pelé (as que não diziam respeito ao Cubo de Rubik).

Passadas três épocas, já considerado por muitos o novo António Borges ganês, Nii rumou ao PSV, com a missão de substituir Romário. Missão fácil para um miudo imberbe e a cheirar a leite, cujo nome não é Ronaldo. Mas o nosso rapaz estava habituado a superar expectativas. Na primeira e última época em terras de Ronny Van Es e Gaston Taument, foi o melhor marcador da sua equipa.

Mas na época seguinte, aquando da chegada ao Aston Villa, a rapsódia chegou abruptamente ao final. Coventry City, Veneza, Unión Santa Fé (em terras de Kimmel, outro clássico leiriense, benetidense e bidoeirense) e Ankaragücü foram notas desafinadas numa pauta desalinhada e descuidada. Pobre Nii.

Porém, enquanto na sarjeta futebolística, uma alma caridosa e genial (provavelmente Duah, digo eu), qual passarinho, sussurrou ao ouvido de Lamptey que o local indicado para atingir o ponto de rebuçado seria Leiria, uma pacata localidade portuguesa.

Lamptey, sempre inteligente na hora de mal gerir a carreira, nem teve tempo para dizer que sim, e empacotou de pronto a mala com as suas posses (um cubo de Rubik, três ervilhas, um Game Boy em 2ª mão e um cachecol do Desportivo de Chaves) em direcção á cidade do Lis.

Arrivado à Lusitânia, Nii proferiu as seguintes palavras, aqui traduzidas em "Cromos da Bola":

-"Como toda a gente no Gana, sou benfiquista desde pequenino, portanto o meu sonho sempre foi jogar em Portugal. Porém, a minha vizinha da frente gostava muito do Chaves por causa do Baston, J'aime Cerqueira, Dacroce e Dani Diaz. O meu objectivo é fazer uma grande época para dar o salto para a 2ª Liga, para o nosso Chaves."*

Apesar da boa vontade, a mão cheia de exibições pálidas, ensossas e absolutamente repelentes, não foi suficiente para tal.

Lamptey, o eterno optimista, pensou que a situação ideal seria deixar Portugal para trás e rumar à 15ª Divisão Alemã, berço de muitos e variados talentos ganeses no Século IV. Ingressou portanto no Greuther Fürth. Daí partiu para China e posteriormente para o Al Nassr do Qatar, onde pôde reencontrar muitos talentos velhos, podres e/ou falhados do Futebol Mundial.Nii encontrou paz. Nii encontrou a sua casa.

Por cada Eusébio, há um Akwá.

* P.S.: A tradução das palavras de Nii Lamptey pode ser falaciosa, pois não dominamos por completo a bela e sonoríficamente sonora língua ganesa.

segunda-feira, março 27, 2006

POLL CANHOTA

Para a muy pedida POLL CANHOTA, temos umas centenas de milhares de nomes (número equivalente aos adeptos do Benfica em Koala Lumpur) em carteira:

-Folha, Dieb, Porfírio, Dominguez, Paulo Ferreira, Nii Lamptey, Clayton, DeFranceschi,Chalana,Pacheco,Taument,Robaina,Sabou,Bolinhas,
Formoso,Mandla Zwane,Fua,César Atienza,Simão Sabrosa,Da Silva(FCP),
Luís Carlos(SLB), Gustavo,Sabry,Leónidas,Calila,Zito,Fernando Almeida,
Riva e Herivelto.


Depois, temos alguns cromos que pensamos poderem encaixar na definição de ALA CANHOTA, pois uns serão verdadeiros vagabundos dos flancos(Simic,Lepi),outros, não nos lembramos ao certo da posição (Konadu,Lary,Clóvis), e outros foram adaptados a essa posição (Mogrovejo,Serifo) :

-Simic,Lepi,Mogrovejo,Lary (Gil Vicente),Serifo,Konadu,Basaúla,Lewis,Chiquinho Conde,Earl,Kandaurov,Clóvis

**********************************************************************************

Estamos abertos a sugestões,não só para mais CROMOS, como também para escolher 10 deste manancial de opções.

Bem hajam.

sábado, março 11, 2006

Lula, o homem que pula

Lula tinha estilo,mas não era só estilo.
Lula andava sempre na moda,mas não era de modas.

A década de 80, inesquecível pelos bigodes farfalhudos, penteados ridículos, sintetizadores, os caracóis de João Broas Pinto, gravatas fininhas, José Cid, Heróis do Mar, Júlio Isidro, relógios com calculadora Casio e sapatilhas Sanjo, estava a chegar ao seu final. Para celebrar o advento da nova década, o Brasil, país irmão e pátria de Dacroce, enviou-nos um presente.

Alvíssaras!A quase bela Vila Nova de Famalicão, sempre ambiciosa e orgulhosa, foi a destinatária deste presente de bigodinho cuidado. Altos voos previam-se para o FCF. A terceira Divisão Nacional era um palco pequeno demais para este horto municipal de verdejantes e frondosos talentos, e a ascenção meteórica deu-se com toda a naturalidade.

Contando com talentos como o marialva Ben-Hur, o talhante Tanta, o possante Medane, o simbólico símbolo Carlos Fonseca, o errático goleador e benfiquista desde pequenino(tal qual Mike Tyson) Celestino, o calvo estratega Cacioli, Genaldson Sousa e o velocíssimo madridista Carlos Secretário, a equipa de Famalicão brilhou cromáticamente durante o início da década de 90 na liga maior da bola lusitana. Arrisco mesmo a dizer que juntamente com o Leça, a agramiação famalicense é o maior viveiro de cromos da bola lusa, segundo o medidor oficial internacional da FIFA do rácio Épocas na I Liga/Cromos no Plantel.

Tanta coisa para agora estarem de volta às divisões secundárias e contarem com jogadores chamados Kiwi e o camandro. Enfim. Voltando à lula fria.

Lula era a tampa que impedia os avançados adversários de meterem a mão no jarro. Como se quer numa boa tampa, Lula era duro e difícil de abrir. Inflexível e mantinha os alimentos em pleno ponto de rebuçado.

Fazendo uso da sua ruiva carapinha, um bom sentido de canela e um bigode afirmativo, Lula deu o salto. Não um salto tipo cabeçada do Mantorras, quando tinha dois joelhos(deixem jogar o Mantorras!!), mas um salto para um grande clube. Mas que um, para ser exacto. São Paulo, Santos, Sporting e FCP deram guarida a este vagabundo da bola, com mais ou menos sucesso. Perdão, com menos ou menos sucesso.

Já numa fase posterior à aventura famalicense, Lula trocou o look mandarim por uma frondosa mullet, que teimava em pentear nos intervalos de agressão aos desamparados corpos adversários. Foi mais um fim de bigode.

O desbastar de pilosidades supra-labiais leva à desgraça bolística. Perguntem ao Lula.

quinta-feira, março 02, 2006

Ché Cajuda


Aconselhado no blog "Silvino's Champiões Blog" pelo Ivanov Lusitano, Manu, li a entrevista de Mijter Cajuda a "O Jogo". Em boa hora. Pérolas:

-"Não sou daqueles que pensa 24 horas no futebol, senão nem dormia."
brilhante conclusão.24 menos 24, igual a...pois.

-"Sou mais inteligente do que aquilo que parece."
penso que falo por todos quando digo:AINDA BEM.

-"inclusivamente houve um jornal que me chamou o "Senhor Europa"
isso faz do Armando Petit o "Senhor Canela"?

-"nunca falei tanto inglês mau na minha vida como desde que estou aqui e vejo-me confrontado com a necessidade de falar inglês com todos e a fazer a figura ridícula de falar mal inglês."
o verdadeirismo da bola lusa teima em não morrer!

-"É evidente que se ganhasse era o mago das coisas e sabia que se perdesse ia levar pancadaria."
Portugal, Portugal...de que é que estás à espera??

-"Qualquer badameco de gravata sabe mais de futebol do que eu"
toca a voltar a usar laço, Luís Campas.

-"muita gente que trabalha com o computador estragou o futebol."
malditos blogs.

-"Gostava que o futebol português evoluísse e que o campeão fosse o Braguinha."
haverá coisa mais verdadeirismo-pós-modernista que tratar os clubes por diminuitivos?

sábado, fevereiro 18, 2006

Só dá Moreira de Sá

Moreira de Sá.

Mas porquê?Porque nos recordamos constantemente deste brioso nome?

Será pelos golos?Nem por isso...não chegou a marcar trinta golos na carreira inteira. Não é propriamente um Zé da Rocha, mas também não estamos na presença de um Marlon Brandão.

Será pelo bigode? Não. Não é, não.

Pelo nome?É um nome um bocado pomposo para um avançado que nunca conseguiu estar mais de duas épocas seguidas no mesmo clube...não é um Missé-Missé, mas também não é um Dani Diaz.

Inesquecível, mas sem se saber bem porquê.Como um cruzamento de Robaina para Nalitzis.
Golo.

There's only one Jorge Cadete

Hã?Hum?Quem?Onde?Quando?

There's only one Jorge Cadete
He puts the ball in the netty
he's Portuguese and he scores with ease
Walking in Cadete wonderland

O Miguel também não merecia isto. Um cromo per se.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Luís Pereira de Sousa

Luís Pereira de Sousa. Um nome que desperta memórias muito vivas de inépcia total. Um vazio de talento com a personalidade de um pano da louça molhado. A classe de uns quaisquer lavabos no centro comercial Londres. Um jeito natural que ressuscita o jogo de rins de Jorge Soares.

Para quem não se lembra, Luís Pereira de Sousa foi o senhor apresentador de programas de verão da RTP durante anos, tendo atingido o seu ponto de rebuçado nos anos 90.

Para quem ainda não se lembra, este portento de bronzeada careca e fino moustache azteca trouxe até nós - público ávido de sorver tudo o que se assemelhe a um esgoto em forma de programa de TV - o imortal e ignóbil "Festa na Feira".

Para quem ainda não se lembra, era uma espécie de Carlos Ribeiro da altura. Só que com um aspecto mais semelhante ao pequeno Buda depois de banhos de sol na praia de Matosinhos(espero não ter encadeado uma onde de destruição de embaixadas lusas com esta.Se perguntarem digam que não fui eu. Que viram o Sufrim a fugir com um teclado debaixo do braço).

Para quem ainda não se lembra, desisto de vocês. Não têm qualquer respeito por Portugal e suas figuras(além disso,não há uma única foto do gajo em toda a World Wide Web). Um dia ainda me hão de dizer que não sabem quem é um Engº Sousa Veloso, um Eládio Clímaco, um Fialho Gouveia, um Jogo da Mala ou o Bilro. Livrem-se.

Pois bem, o que tem a ver isto tudo com a bola, perguntam vocês?

Vocês: "O que tem a ver isto tudo com a bola, camandro?"

Ora bem, sucede que descobri inadvertidamente um jogador da nossa Liga chamado Luís Pereira de Sousa. Mais propriamente _____ Luís Pereira de Sousa.

Aceitam-se apostas.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Neves e Neves, Laterais, LDA.
















João Pinto
, o mítico "Broas", é o mais emblemático senhor das laterais lusas.O seu irascível e temperamental imperador durante década e meia cruzava com conta, peso e medida para a cabeça dos gravadores,que ansiosos recolhiam todas as suas declarações.

Imperial no jogo jogado e senhorial no jogo falado, a única coisa que separava Broas da absoluta imortalidade seria um bigode, vociferavam alguns malcontentes.
Balelas, digo eu. Broas é, e sempre será um mito da bola. Nem sempre o bigode faz o hóme.

Pois bem, Jorge Nuno não dormia em forma, e como tal,já tinha um sucessor do futuro gasolineiro de Oliveira do Douro na prateleira, não fosse este pendurar as suas chuteiras Lacatoni ou embarcar numa aventura além-fronteiras(que bom teria sido ouvir Broas falar inglês ou francês).

Durante anos, Joaquim Neves foi criado em laboratório, tal qual o monstro de Dr.Frankenstein. Quim (como o trataremos amiúde daqui em diante, de forma meramente informal) aquecia o banco minutos, horas, dias, meses, anos a fio enquanto observava o imortal lugar-tenente da lateral direita em acção. Bloco de notas em punho, mente esponjosa e absorvente, qual tampão da O.B.

Finalizada a aprendizagem, esperava-se um ingresso em grande de Neves, o Quim. Quim, o homem, o senhor que iria dar continuidade ao flanco direito do FCP e da selecção Nacional. Hossana na lateral! Porém, Quim falhou. Neves derreteu perante a pressão, como um floco de Neves. Perdão, neve. Neves, o projectado fustigador, passou a Neves, o fustigado.

Porém, enquanto Quim batia o record de empréstimos consecutivos em equipas diferentes durante o seu tirocínio fora das Antas, outro Neves brilhava mais a sul, mais propriamente no estádio da Liga mais próximo da Cova da Moura.

O bom do Rui Neves começou a sua carreira em 1983 no reputadíssimo e multi-titulado Monte Abraão, que estranhamente utilizou apenas como trampolim para o inferior Estrela da Amadora, ainda como imberbe petiz dos juvenis.

No total, Rui, o Neves, esteve 18 anos ao serviço da agremiação da terra mais feia de Portugal (pedimos desculpa à Covilhã, mas contra factos não há argumentos. Porém, o 2º lugar assenta-vos bem). Rui, o Neves, foi uma espécie de Hélio da Reboleira, assantando arreais na lateral esquerda durante tempos a fio. Tempos, tempos, tempos e tempos. Até que já não aguentaram ver a sua fronha em campo e o recambiaram para o Monte Abraão, onde actualmente é responsável pela remoção de musgo da bancada 5 do Sector 10 B.

Neves e Neves, Laterais, LDA.

Jesus brilha no mundo da bola

Este é sem dúvida mais um momento que ficará retido no nosso coração... Apetecia-me chorar, mas sem demoras deixo-vos com uma frase do Mister Jorge Jesus ouvida há momentos em conferência de imprensa, comparando os actuais índices de motivação do Benfica com os do Porto na altura do jogo com o Leiria.

"...tal como quando o Porto tinha sido eliminado da CHAMPIONS LIGA..."

Sublime...
Obrigado futebol português! Obrigado Jorge!

domingo, janeiro 29, 2006

Cheguei.

Olimpo da Bola, 26 de Janeiro 2006. 14:35 h.

Toc,toc.
Batem à porta.

Toc,toc,toc.
Ninguém abre.

Toc,toc.
Nem sinal de vida.

Uma voz efeminada e algo ridícula faz-se audível.

R: "Mas o que tenho que fazer para me deixarem entrar?!?!Já fiz de tudo!"

Silêncio.

R: "Tenho feito a minha melhor imitação de Ivica Kralj, Deus sabe que muito me tem custado!... Já cantei num CD, tal qual Neno, esse Júlio Iglésias português!Não me digam que também querem que fique com os dentes presos na rede...Catano, até comecei a falar neste tom de voz ridículo...isto não é fácil, sabem?Imaginem orientar uma barreira com este tom de pífaro.Mas alguém acredita que um redes tenha este tom de voz??...Já fiz de TUDO!Até já liguei para um fórum na TV a choramingar. Com mil raios!QUE MAIS QUEREM QUE FAÇA??"

Finalmente uma resposta do outro lado da porta.

OB: "Já sabes,pá. Não gosto de me repetir."

R: "Mas...bigode???Nem pensar!Já disse que pareço um chuleco com bigode. Não vêem esta bela e morena pigmentação tão ribatejana?Agora imaginem-me de bigode. Pareço o camandro dum chulo. Nem pensar nisso."

OB: "O Spassov também não queria e olha onde o amigo bigode o levou...agora não quer outra coisa.Adiante. Se não queres a bela da bigodaça só tens outro remédio. Já pensaste num cabelinho à Marcelo Sofia? Um corte voluptuoso e berrante à Eskilsson? Uma mullet pós-moderna-retro-revivalista-sul-americana à Lucho González?"

R: "O cabelo...aí está uma boa ideia!! Portanto, o que me dizem é que caso arranje um penteado a puxar para o ridículo me deixam entrar finalmente no Olimpo da Bola??"

OB: "O Simão tenta todas as semanas...podias aprender com ele."

R: "Não vale a pena...acho que conseguirei à primeira. Estou a magicar aqui um cozinhado supimpa na minha morena carola. Obrigado, Mijter dos Céus. Voltarei, e desta vez não será para ficar à porta feito cão."

OB: "Mas o Cao já está cá dentro...está a comer tremoços e a jogar dominó com o Constantino..."

R: "Não é Cao, é cão...esqueça, sublime Mijter do Olimpo. Um bem haja e até breve."

OB: "Volta sempre, meu filho."

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Lisboa, 28 de Janeiro 2006. 22:35 h.

Conferência de imprensa pós-jogo.

Jornalista: "Perdoe-me a expressão, mas que merda é essa?! Patas de cão na cabeça?!?! Mas que raio??..."

R: "Sou o mesmo de sempre. O dobberman também foi alvo de muitas injustiças na vida e por isso decidi prestar-lhe uma homenagem."

Abram as portas e estendam a passadeira vermelha (ou verde).


domingo, janeiro 22, 2006

Wasangandia Kaki e seus amigos

Bulhões. Grande Bulhões. Possante Bulhões. Corajoso Bulhões. Bulhões que só está aqui por causa do nome.

Lepi, o abre-latas. Magnífica e profícua procissão do belicoso povo dos balcãs no feudo de Alberto João. Lepi não era apenas mais um. Lepi era único. Mais ágil que um tornozelo de Jokanovic, mais letal que Simic e mais lesto a pôr a mesa que Jovo. Lepi era vida, Lepi era alegria. Lepi era o sol do meio-dia. Lepi era o juiz e o jurado. Lepi era inocente e culpado. Lepi era sagaz e capaz. Lepi não era um rapaz. Lepi era um homem. Lepi comeu o pão que Simic amassou. Lepi cheirou o perfume que Jovo espalhou. Lepi tornozelou o tornozelo que Jokanovic tornozelou. Lepi é Lepi, e mais não se lhe pede.

Wasangandia Kaki e o seu fiel compincha Gringo formaram a dupla mortífera da frente armada Penafidelense em 1995/1996. Quais pistoleiros inseparáveis, sedentos de sangue fresco ou do escalpe do pobre guardião adversário, firmaram o seu reino de terror sobre as planícies lusitanas durante esta época de maldade e temor. Um golo apenas marcaram em conjunto durante todo o ano. Mas concerteza um excelente golo. Um golo, um escalpe.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

O Big Laden de Sendim

Encontrei esta pequena pérola do verdadeirismo, que apesar de tudo, teima em não morrer na bola lusa.

in http://www.bolanaarea.blogspot.com/

"«Estou a ser vítima de uma campanha orquestrada pelo roupeiro do clube e por defender o grupo de trabalho. Engoli muitos sapos porque quem manda no clube é o roupeiro. O presidente nunca viu um treino da equipa... O roupeiro disse que ia embora e o presidente respondeu que não e que ía fazer a cama ao treinador. Ele só ia para o estágio para comer e beber",
Joaquim Teixeira, (ainda) treinador dos Dragões Sandinenses, citado pelo 'O Gaiense' "

Genial. De realçar que esta digníssima agremiação é a casa de pequenas pepitas de ouro como Mingote e Pedras.
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